Entretanto, para outras águias-caçadeiras igualmente portadores de emissores, as mais recentes localizações revelam que já alcançaram a Península Ibérica, conseguindo superar uma viagem de mais de 2.500 km desde as áreas de invernada.
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8 de abril de 2010
A travessia do deserto IV
Desde o dia 29 de Março não é detectado por satélite o sinal do emissor colocado na águia-caçadeira Lourdes, cuja rota migratória acompanhámos nas últimas semanas. Tal pode significar uma avaria no aparelho ou, infelizmente, alguma fatalidade ocorrida com a ave quando sobrevoava Marrocos.
Para os interessados em conhecer melhor a metologia de trabalho e análise dos resultados do seguimento por satélite nesta espécie, recomenda-se a leitura deste artigo.
25 de março de 2010
A travessia do deserto III
A águia-caçadeira fêmea Lourdes continua o seu voo migratório em direcção à Península Ibérica.
A mais recente localização, no dia 24 de Março, situa-a no sul de Marrocos, o que representa um percurso de 1786 km desde o dia 15 de Março, quando iniciou a migração a partir do Mali.
18 de março de 2010
A travessia do deserto II
Em três dias, a fêmea Lourdes percorreu 841 km, tendo hoje cruzado a fronteira entre a Mauritânia e o Sara Ocidental (se bem que para as aves as delimitações administrativas nada representem).
Trata-se de uma região inóspita, praticamente sem vegetação, que interressa percorrer o mais rapidamente possível, dada a escassez de alimento.
Para se ter uma ideia da paisagem local, aqui fica uma imagem retirada do Google Earth de uma zona próxima da última localização de Lourdes.

origem da fotografia
16 de março de 2010
A travessia do deserto
Rubén Limiñana, investigador na Estación Biológica Terra Natura que teve a gentileza de autorizar a publicação neste blogue dos mapas de seguimento por satélite, alerta para o facto de uma das águias-caçadeiras portadoras de emissor ter ontem apresentado uma significativa deslocação para Norte, a partir da região central do Mali onde permaneceu nos últimos meses, provavelmente sendo o início da migração até à área de reprodução. Trata-se de Lourdes, uma fêmea adulta com o emissor colocado em 11 de Junho de 2009 na província de Castellón (Espanha).
Nos próximos dias iremos acompanhar o percurso migratório desta ou de outras águias-caçadeiras, cujos dados de localização estão aqui acessíveis.
Rubén Limiñana tem já publicados diversos artigos sobre esta espécie, que estão disponíveis em formato PDF na sua ficha pessoal da Estación Biológica Terra Natura.
23 de fevereiro de 2010
A longa viagem dos grous
No Outono, cerca de seis mil grous (Grus grus) partem da Escandinávia e do Leste europeu para passarem o Inverno nos campos do Alentejo, numa longa jornada de 3.000 quilómetros.
Grou no Alentejo
Equipas de observadores mobilizam-se para fazer contagens destas aves, reunidas em bandos que podem ir dos 200 aos 1.000 animais. A contagem de grous na época de invernada é efectuada em oito pontos de observação espalhados por Campo Maior, Évora, Mourão/Moura/Barrancos e Castro Verde, entre Novembro e Março, e coordenada pelo Centro de Estudos da Avifauna Ibérica (CEAI) e Liga para a Protecção da Natureza.
A última contagem deste ano, antes de os grous regressarem aos locais de reprodução, será nos dias 6 e 7 de Março.
Quem estiver interessado em participar, pode inscrever-se ou solicitar mais informações junto de:
Telef: 266746102 (CEAI)
Telef: 266709564 (LPN)
Telem: 917636769 (Tiago Ferro, CEAI)
Telem: 968092353 (Carlos Miguel Cruz)
Email: info@ceai.pt ou
Passagem dos grous na zona húmida de Linumer, 30 km a noroeste de Berlim.
Lago de Hornborgasjön, no sudoeste da Suécia, onde as aves migratórias se concentram antes da dispersão para os locais de nidificação.
30 de janeiro de 2010
Aves migratórias
Com a chegada das primeiras andorinhas, fica o desafio para os alunos pesquisarem informação sobre rotas migratórias e para a produção de conteúdos multimédia sobre este tema.
17 de novembro de 2009
Migração
Neste momento as “nossas” águias-caçadeiras estão algures em África. Mas onde?
Até há alguns anos, o conhecimento das rotas migratórias ou dos locais de invernada dependia quase unicamente da anilhagem de dezenas ou centenas de indivíduos, da possibilidade que alguns deles fossem recapturados ou encontrados mortos algures e confiando que alguém enviaria a informação do número da anilha para a central de anilhagem de origem.
Ainda que se mantenha a utilização de anilhas metálicas e coloridas, hoje a tecnologia proporciona um excelente meio de obtenção de dados: emissores de satélite ou PTT (Platform Transmitter Terminals).
Para evitar sobrecarga na ave e perturbação na capacidade de voo, adulterando a validade da informação recolhida, o peso dos emissores não deve ultrapassar os 4- 5% do peso total do indivíduo. Os primeiros emissores para aves, em 1991, pesavam 95g pelo que apenas eram suportados por espécies de grande porte.
Graças à crescente miniaturização deste tipo de equipamento, actualmente estão disponíveis emissores suficientemente leves - 9,5g - para serem colocados em águias-caçadeiras (exemplo).
Em 2005 foi iniciado o seguimento por satélite de indivíduos nidificantes na Holanda e em 2006 em Espanha. Desde então tem vindo a ser recolhida informação muito relevante sobre movimentos pré-migratórios, rotas através do Mar Mediterrâneo e deserto do Saara e preferência por locais de invernada.
Qualquer um de nós pode aceder a esses dados aqui (infelizmente a versão em inglês tem problemas de configuração) ou aqui. É sem dúvida notável o caso de dois machos marcados nas proximidades de Castellón (Espanha), o Baron Rojo e o Hauteclaire. O emissor colocado no primeiro funcionou durante 1154 dias e o colocado em Hauteclaire transmite há 1265 dias, o que representa o seguimento continuado durante mais de 3 anos.
Como nota complementar, aqui temos o seguimento da tartaruga-comum Caretta caretta e das duas tartarugas-verdes Chelonia mydas que foram libertadas ao largo do Algarve em 30 de Setembro.
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