Esta madrugada deixámos de contar com a presença do Elias Candeias. Foi com ele que muitos de nós começámos a aprender a observar aves, a desatascar o jipe e a apreciar um chá ao final da tarde, enquanto escutávamos aventuras com búfalos, elefantes e povos indígenas de um passado não muito distante em Angola.
Foi graças ao Elias que se realizaram diversos censos de grous, de abetardas, de cegonhas-brancas e de colónias de garças no Alentejo. Em 2004, tive o prazer da sua companhia, apesar de convalescente de uma intervenção cirúrgica, para levar a bom termo o censo da cegonha-branca no concelho de Évora.
Ficará para sempre na nossa memória este homem que marcou muitos jovens pela sua paciência, generosidade e determinação numa época em que observar e estudar as aves era algo ainda raro em Portugal.
Até sempre, Elias.
Na sequência do comentário de Duarte Quintas, aqui está uma foto com o célebre UMM. Já não me recordo quando foi tirada, mas também não tem mal porque as nossas memórias são intemporais.
